sábado, 27 de fevereiro de 2016

Juventude

          Já é quase um paradigma. Quando se fala a respeito dos jovens, dizer-se que eles não tem educação, não querem estudar, são revoltados, que grande parte - principalmente nas periferias dos núcleos urbanos maiores - usa drogas etc e tal.
           Estamos acostumados a ouvir sobra a polêmica da "Redução da Maioridade Penal", sobre jovens infratores e da dificuldade de reencaminhá-los.
           Verdades. No entanto, às vezes nos deparamos com o extremo oposto. Assim é que comigo ocorreu durante nossa participação na Abertura do Ano Literário 2016, promovido pela Academia de Letras do Brasil, em Ibirama, no dia 20 de fevereiro último.
           O evento foi excelente, correndo tudo de forma organizada e tranquila. Discursos, apresentações culturais e homenagens deram corpo à solenidade.
          Ao final do evento foi servido aos participantes um coquetel à base de frutas. Enquanto saboreava uma gostosa salada, entabulei conversa com dois jovens membros da Academia Mirim de Letras do Brasil, da cidade de José Boiteux: Kayllê Priprá Penz (Poeta) e Luíza Fusinato (escritora de crônicas).
          Mantivemos conversação das mais agradáveis, falando a respeito dos nossos gostos, anseios e medos. Medos que todos nós temos: De apresentações em público (o famoso "frio na barriga"), da exposição à qual somos submetidos - escolha nossa, naturalmente - e dos julgamentos e questionamentos que certamente advirão daí.
          Conversamos sobre como é possível superar esses medos. Da importância de acreditarmos em nós mesmos e na qualidade dos nossos trabalhos. Da necessidade do estudo visando ao aprimoramento constante de nossos escritos.
          Após calorosos cumprimentos de despedida, pois eles precisavam retornar à sua cidade, voltei ao hotel onde estava hospedado com uma sensação fantástica de renovação. Revigorado.
          A esses dois jovens promissores, tão queridos, meus parabéns. A sua atitude restabelece em nós a confiança num futuro melhor.
          Congratulações também aos seus pais, professores e à Academia de Letras do Brasil pelo bonito trabalho realizado.

 Ney Santos, Luíza Fusinato e Kayllê Priprá Penz

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Revisitando Brusque


           No início dos anos 1990, quando a atual - gigantesca - rede de lojas Havan tinha apenas uma unidade em Santa Catarina, justamente em Brusque, a cidade fervilhava.
         Ônibus carregados de turistas-compradores, veículos particulares, pessoas circulando em quantidade absurda, lojistas para abastecer suas empresas, tanto na Havan quanto nas lojas e fábricas de entorno, provedoras de tecidos de malha e outros, aviamentos, calçados, artigos de vestuário, utilidades, tapetes, material escolar, máquinas de costura...
          Quando a rede Havan resolveu instalar lojas em tudo que é canto, o comércio de Brusque começou a encolher. Hoje é apenas uma sombra do que era. Somando-se a crise que vive o país, temos uma situação desastrosa. Brusque precisa urgentemente se reinventar.
          Cidade agradável, povo simpático, sede da Fábrica de Tecidos Renaux S/A, falida (infelizmente) em 2013, situada na região de Blumenau tem, ainda, atrativos suficientes para uma visita. A começar pelo trajeto a partir de São João Batista, por rodovia de serra, cheia de curvas e com belas paisagens. Ideal para uma viagem de motocicleta (como sempre, puxando a sardinha para a minha brasa...).
          A magnífica igreja Matriz São Luís Gonzaga, construída entre 1955 e 1962, projetada por Gottfried Boehm - arquiteto alemão, com sua nave de 26,4 mts de altura, faz-nos sentir diminutos. Não vou falar demais a respeito para que você, caro leitor, possa ir até lá e sentir "in loco" a majestade desse templo.
          Não se pode deixar de visitar também o Parque Zoobotânico de Brusque, que sente os reflexos da crise, precisando - o que já vem sendo feito - de uma boa renovação. Mesmo assim vê-se muitos espécimes animais, árvores e flores por caminhos agradáveis e sombreados.
          O teleférico que liga as duas partes do parque é um excelente divertimento. Com pontos em que as cadeirinhas ficam a 60 metros do solo, causa calafrios, elevando o nível de adrenalina em quem não está acostumado a este tipo de atividade.
          Mas não se preocupe, o equipamento é seguro e bem cuidado, sofrendo manutenção periódica. 

 A Igreja Matriz

 No Parque Zoobotânico

 O teleférico

Na rodovia, liberdade